F1: Hamilton também critica a FIA e diz que pilotos não têm voz nas decisões

A Fórmula 1 vive um momento de tensão após novas críticas de vários pilotos, inclusive do heptacampeão Lewis Hamilton, ao processo de decisões da FIA. O experiente piloto britânico afirmou que os pilotos não têm qualquer poder de influência nas mudanças de regulamento, mesmo diante das preocupações recentes. O debate ganhou força após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão, provocado por uma diferença de velocidade de cerca de 50 km/h em relação a Franco Colapinto. O acidente intensificou as críticas sobre as novas regras de unidade de potência e o gerenciamento de energia, que já vinham sendo bastante questionados pelos pilotos. Nos próximos dias, a FIA deve realizar reuniões importantes para discutir possíveis ajustes no regulamento. Apesar disso, Hamilton demonstrou ceticismo sobre a influência dos pilotos nessas decisões: “Os pilotos não têm voz”, disse o piloto da Ferrari à imprensa. O britânico reforçou que os competidores não participam diretamente do processo decisório: “Não temos poder. Não estamos no comitê, não temos direito a voto”, disse ele, destacando a limitação do papel dos pilotos nas discussões. Carlos Sainz também criticou o cenário atual e apontou o acidente de Bearman como um exemplo dos riscos. O piloto da Williams afirmou que o problema surge quando apenas as equipes são ouvidas nas decisões sobre o regulamento: “Esse é o problema quando você escuta apenas as equipes, elas podem achar que as corridas estão boas porque talvez seja divertido assistir pela TV”, afirmou Sainz. O espanhol destacou que a realidade dentro do cockpit é bem diferente, especialmente diante das grandes diferenças de velocidade. [caption id="attachment_458169" align="alignnone" width="2000"] Foto: XPB Images[/caption] Segundo Sainz, o cenário atual foge do padrão do automobilismo: “Não há categoria no mundo com esse tipo de diferença de velocidade. É quando grandes acidentes podem acontecer, porque você é pego de surpresa, defende tarde e o carro de trás chega muito rápido”, disse ele. O piloto espanhol, que também é presidente da associação de pilotos da categoria (GPDA), pediu que a FIA leve em consideração as sugestões dos competidores: “Espero que nos escutem e foquem no feedback que damos, em vez de apenas ouvir as equipes”, afirmou, sugerindo ainda melhorias já para o GP de Miami e ajustes progressivos ao longo da temporada. Apesar do forte impacto do acidente, Bearman não sofreu ferimentos graves, e a Haas não responsabilizou Franco Colapinto da Alpine pelo ocorrido. A FIA, por sua vez, divulgou um comunicado reiterando que continuará discutindo possíveis mudanças com as partes envolvidas nas próximas semanas.

F1: Hamilton também critica a FIA e diz que pilotos não têm voz nas decisões

Lewis Hamilton (GBR) Scuderia Ferrari SF-26.

A Fórmula 1 vive um momento de tensão após novas críticas de vários pilotos, inclusive do heptacampeão Lewis Hamilton, ao processo de decisões da FIA. O experiente piloto britânico afirmou que os pilotos não têm qualquer poder de influência nas mudanças de regulamento, mesmo diante das preocupações recentes. O debate ganhou força após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão, provocado por uma diferença de velocidade de cerca de 50 km/h em relação a Franco Colapinto. O acidente intensificou as críticas sobre as novas regras de unidade de potência e o gerenciamento de energia, que já vinham sendo bastante questionados pelos pilotos. Nos próximos dias, a FIA deve realizar reuniões importantes para discutir possíveis ajustes no regulamento. Apesar disso, Hamilton demonstrou ceticismo sobre a influência dos pilotos nessas decisões: “Os pilotos não têm voz”, disse o piloto da Ferrari à imprensa. O britânico reforçou que os competidores não participam diretamente do processo decisório: “Não temos poder. Não estamos no comitê, não temos direito a voto”, disse ele, destacando a limitação do papel dos pilotos nas discussões. Carlos Sainz também criticou o cenário atual e apontou o acidente de Bearman como um exemplo dos riscos. O piloto da Williams afirmou que o problema surge quando apenas as equipes são ouvidas nas decisões sobre o regulamento: “Esse é o problema quando você escuta apenas as equipes, elas podem achar que as corridas estão boas porque talvez seja divertido assistir pela TV”, afirmou Sainz. O espanhol destacou que a realidade dentro do cockpit é bem diferente, especialmente diante das grandes diferenças de velocidade. [caption id="attachment_458169" align="alignnone" width="2000"]F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail Foto: XPB Images[/caption] Segundo Sainz, o cenário atual foge do padrão do automobilismo: “Não há categoria no mundo com esse tipo de diferença de velocidade. É quando grandes acidentes podem acontecer, porque você é pego de surpresa, defende tarde e o carro de trás chega muito rápido”, disse ele. O piloto espanhol, que também é presidente da associação de pilotos da categoria (GPDA), pediu que a FIA leve em consideração as sugestões dos competidores: “Espero que nos escutem e foquem no feedback que damos, em vez de apenas ouvir as equipes”, afirmou, sugerindo ainda melhorias já para o GP de Miami e ajustes progressivos ao longo da temporada. Apesar do forte impacto do acidente, Bearman não sofreu ferimentos graves, e a Haas não responsabilizou Franco Colapinto da Alpine pelo ocorrido. A FIA, por sua vez, divulgou um comunicado reiterando que continuará discutindo possíveis mudanças com as partes envolvidas nas próximas semanas.